2 - PORQUE É QUE DEUS PÔS À PROVA OS ESPÍRITOS ANGÉLICOS?

QUESTÃO 2

PORQUE É QUE DEUS PÔS À PROVA OS ESPÍRITOS ANGÉLICOS?

 

Porque é que não concedeu a visão beatífica a todos quando os criou? Porque arriscou a que alguns se convertessem em demónios? Deus poderia ter criado espíritos angélicos e ter-lhes concedido diretamente a graça da visão beatífica. Isto era perfeitamente possível para a Sua omnipotência e não se teria cometido nenhuma injustiça ao fazê-lo. Mas havia três poderosas razões para lhes conceder uma fase de prova antes da visão beatífica.

    A razão menos importante de todas era que Deus tinha de dar a cada ser racional um grau de felicidade. Todos no Céu veem a Deus, mas ninguém pode gozar d´Ele num grau infinito, isso é impossível. Só Deus goza infinitamente. Cada ser finito goza ao máximo, sem desejar mais, mas de um modo finito. Goza finitamente de um bem infinito. A comparação que se costuma usar para compreender este conceito metafísico é que cada ser racional tem um vaso, Deus enche esse vazo até aos bordos, plenamente. Mas cada vazo é uma medida determinada.

    Deus, na Sua sabedoria determinou algo especialmente inteligente: que cada um determinasse o grau de glória de que ia gozar durante a eternidade. Dado que isto é para sempre, dado que é algo tão importante, Deus deixou tal coisa nas nossas mãos. Já que cada um tem de ter um grau, algo inevitável, o mais lógico é que cada um decida esse grau. O modo? Uma prova. Segundo a generosidade, o amor, a constância e demais virtudes que manifestemos nessa prova, assim nessa medida será o grau. Como se vê, é uma disposição magnífica das coisas, uma disposição na qual se manifesta a sabedoria infinita de Deus. Se esta razão exposta é importante, considero que ainda o é mais o considerar o fato de o único momento no qual um espírito pode desenvolver a sua fé, a sua generosidade para com Deus, ser enquanto ainda não O vê. Depois, ao vê-l´O terá o agradecimento pelo qual já contempla.

                                 

    Mas esse amor generoso na fé. Essa confiança em Deus, na obscuridade, isso é possível só antes da visão. Depois já não será possível. Tudo será possível, menos isso. Digamos que é um aspeto do espírito que, não se desenvolve antes da visão facial da Essência de Deus, será absolutamente impossível depois. Por isso a prova é um dom de Deus. Um dom para que em nós germine e se desenvolva a flor da fé com todos os seus frutos. Essa flor em nós já não poderá nascer durante toda a eternidade. Já não poderá haver fé onde há visão. E atrás da fé como consequência dela veem as virtudes subsequentes. Cada anjo desenvolverá umas mais que outras. Acima de tudo, o tempo de prova dava a possibilidade de nascerem e desenvolverem as virtudes teologais. E inclusivamente depois alguns anjos desenvolveriam mais a virtude da perseverança, outros da humildade, outros a da súplica, etc.                                

     Claro que conceder a um ser a possibilidade de que nele nasça a fé supõe arriscar-se a que possa germinar nesse mesmo ser, não a fé mas o mal. Deus, ao dar a liberdade, sabe que uma vez concedida pode canalizar-se a si mesma para o bem ou para o mal. Deus pode criar o cosmos como quiser, como desejar, segundo a Sua vontade, sem nenhuma restrição, sem nenhum limite.  

           

    Mas o santo não se cria, faz-se a si mesmo com a ação da graça. Conceder o dom da liberdade aos espíritos supõe que pode aparecer uma Madre Teresa de Calcutá ou um Hitler. Uma vez concedida a dávida da liberdade, concede-se com todas as consequências. Querer que apareça o bem espiritual supõe de antemão aceitar a possibilidade de que apareça o mal espiritual. No cosmos material não há bem espiritual, nem a mais pequena quantidade de bem espiritual. O bem do cosmos material é um bem material, a glorificação do universo físico ao Criador é uma glorificação material e inconsciente. O bem espiritual é qualitativamente superior, mas supõe necessariamente ter de admitir esse risco. Por isso a aparição do mal não foi uma contrariedade dos planos divinos antes da criação de criaturas pensantes.

     De todas as maneiras, ainda que tenha dito que a prova era necessária para determinar o grau de glória, a razão mais importante, a razão mais poderosa para conceder o dom da liberdade era para obter o amor de um modo livre. Sem essa prova, Deus teria podido obter o agradecimento dos seres aos quais tivesse dado um grau de glória sem passar pelo risco de uma prova. Mas Deus é um ser que ama e que quer ser amado. O único modo de obter esse amor na fé, esse amor que confia, esse amor desinteressado na obscuridade do que ainda não vê, era propor essa prova. Volto a repetir que o próprio Deus que pode criar milhares de Cosmos apenas com um acto da Sua vontade
não pode criar esse amor que nasce daquele que é experimentado no sofrimento da fé. O amor a Deus não se cria é uma doação por parte da criatura.

SUMMA DAEMONIACA

Tratado de Demonologia e Manual de Exorcistas

Por: JOSÉ ANTONIO FORTEA


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